domingo, 27 de novembro de 2011

GUINCHO PORTÁTIL PARA MOTO WARN XT17

Pessoal pequisando na net algumas novidades deparei-me com esta que acho fantástica. Nunca nem se quer havia pensado na possibilidade disso ser possível, mas existe e é funcional. Um guincho para moto, isso mesmo, um guincho no maior estilo dos usuados pelos veículos 4x4. Isto mostra que a aventura sobre 2 rodas está em constante evolução. Principalmente quando o quesito é ser auto-suficiênte (veja matéria no blog NivaSouto). Sabe aquele trecho em up hill intransponível? Aquela queda em que parece que você não conseguirá levantar a moto sem a ajuda de outra pessoa? Ou até mesmo sair de um atoleiro? Seus problemas acabaram com este novo equipamento para sua aventura.
E qual aventureiro que não gostaria de ter um destes? Eu quero! Vamos a matéria:


NOVO! XT17 GUINCHO PORTÁTIL
Tão leve que nem sequer sabe que está lá.
  Até você precisar.
  
É luz. É poderoso. E compartilha o seu senso de aventura. O guincho XT17 pode puxar até 1.700 quilos. E falar sobre fácil de transportar - construção de alumínio, 40 metros de corda sintética, e um design novo lb 8,5 terá que tomá-lo em toda parte.
  • Sistema de manejo permite a montagem de guincho para qualquer veículo equipado bateria 12V ou estrutura estável. Nenhum hardware específicos do aplicativo é necessário
  • Características £ 1.700. capacidade de puxar, e 40 pés (12.19m) de fácil lidar com corda sintética
  • Freio a disco patenteado para poder parar de confiança
  • Do motor lacrado e contactor fornece proteção contra condições climáticas extremas
  • Embreagem de controle fornece capacidade de corda free-spool
  • Escolher entre dois kits diferentes: guincho com controle montado no guiador, ou com fio controle remoto com fio diretamente para o guincho
  • PN 85700 inclui mão com fio tira manipulação remota, e os fios com plugs de conexão rápida. Facilmente transferíveis entre veículos
  • PN 85900 inclui montado no guiador controle do guincho com alça cordame e fios com plugs de conexão rápida
XT17 SPECS / NÚMEROS PARTE
Número da Peça: 85700 (controles no guincho)
Número da Peça: 85900 (controles no veículo)
Pull nominal de linha: £ 1.700. (771 kgs) single-line
Motor: 12V DC, 0,4 hp (0,3 kW) de imã permanente
Controle PN 85700: controle remoto com fio com 10 pés (3m) de chumbo
Controle PN 85900:: interruptor do guidão montado
Geartrain: 3-Stage Planetary
Relação da engrenagem: 112:1
Embreagem (freespooling): Cam ativado
Freio: Freio mecânico padrão
Rope: Sintético, 40 "de 5 / 32" de diâmetro (12,2 milímetros, 4mm diâm.)
Guia de cabo: Hawse
Bateria recomendada: 12 mínimo amp / hora para winching
Cabos da bateria: 10 gauge
Ciclo de trabalho: Intermitente
Acabamento: Preto
Peso: 9 kgs lbs./4.08 (guincho e corda só)
DADOS DE DESEMPENHO
PULL BY LAYER
Puxe linha
Lbs. (Kgs.)
Velocidade da linha
Pés / min (M / min.)
Motor
Atual

Puxe por camada
camada / Lbs (Kgs.)
0 13.8 (4.2) 6 ampères
1 / 1700 (771)
500 (227) 10.2 (3.0) 27 ampères
2 / 1496 (678)
1000 (455) 6.4 (1.9) 44 ampères
3 / 1316 (597)
1700 (771) 4.6 (1.4) 65 ampères
4 / 1158 (525)

Vídeo que mostra a funcionalidade e necessidade do equipamento ao se aventurar solo.


Nesse mostra o quão é versátil usado em apenas uma moto e servindo a um passeio em dupla.



 Dimensões guincho: 10.3 "x 4.0 L." D. x 4.2 "H. (L. 26 centímetros x 10cm x 10,7 centímetros D. H.)

Tradução feita através do google.
Fonte original do texto http://www.warn.com/adventuretouring/XT17_winch.shtml

Fotos do equipamento (fonte: http://www.flickr.com/photos/bret_tkacs/)

 
 
 
 
 
 
 
 

Bem, como o equipamento parece ser lançamento da gigante de guinchos WARN, será difícil vermos tão cêdo por aqui, e não adianta rezar. Mas quem sabe a globalização e um pouco de interesse dos representantes fazem esta novidade chegar antes do que imagino.
Nesta página (http://www.warn.com/adventuretouring/index.shtml) tem toda uma linha de produtos e acessórios WARN para aventura em 2 rodas.
Espero que tenham gostado da novidade.
Abraços, Deus te abençoe.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

ESTRELA FLAMEJANTE - À VENDA

Pessoal, um amigo está vendendo sua lancha. Barco novinho novinho, pouco uso cerca de 10 horas de uso. E não é papo de vendedor não eu conheço o barco e vi toda a sua história desde o sonho a se tornar uma realidade. A vida nem sempre caminha na direção que queremos e é nessas horas que praticamos o desapego e desfazer de algum bem em prol de outras necessidades é natural.
Tenho certeza que quem for o felizardo comprador desta preciosa embarcação terá muitas alegrias.




Descrição:

- Barco de fibra com 5 mt de comprimento fabricação 2009
- Documentado na Capitânia dos Portos e com seguro de embarcações
- Motor de 25hp YAMAHA 2T ano 2008
- Comando central com partida manual
- Capota marítima ajustável
- Carreta rodoviária de madeira licenciada 2011
- 4 coletes e uma bóia salva vidas
- Ecosonda
- Extintor
- Âncora com 100 metros de corda
- Escada de inox
- Viveiro para peixes
- 4 suportes para vara
- Caixa de bateria

Valor: R$ 22.000,00 (vinte e dois mil Reais)

Contato:  Saulo (71) 9299.7292
saulomecsilva@hotmail.com







sexta-feira, 4 de novembro de 2011

NIVASOUTO NA CHAPADA DIAMANTINA-BA OUT/2011


Pessoal as aventuras aqui estão começando a alcançar maiores distâncias. Mas, ainda estamos dentro do nosso maravilhoso estado a Bahia (um país dentro do Brasil) digo isso pois temos de tudo, de todo o tipo de clima, vegetação e geologia. Não temos neve é claro mais climas muito frios na Vitória da Conquista onde a temperatura mínima no inverno pode chegar a 5 °C, e também nas cidades altas da Chapada Diamantina, como Piatã, Barra da Estiva, Mucugê, Maracás e Ibicoara.

Eu nunca havia me imaginado sentado aqui.
Campo Redondo mirante em Ibicoara-Ba.
Quanto mais deitado. Tirar um cochilo até que dá, só não pode se virar.


Porém antes de começar o relato da aventura vamos conhecer um pouco sobre a característica e o surgimento da Chapada Diamantina. (fonte: texto original http://pt.wikipedia.org/wiki/Chapada_Diamantina)

A Chapada Diamantina é uma região de serras, situada no centro do Estado brasileiro da Bahia, onde nascem quase todos os rios das bacias do Paraguaçu, do Jacuípe e do Rio de Contas. Essas correntes de águas brotam nos cumes e deslizam pelo relevo em belos regatos, despencam em borbulhantes cachoeiras e formam transparentes piscinas naturais. O parque nacional é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A vegetação é exuberante, composta de espécies da caatinga semi-árida e da flora serrana, com destaque para as bromélias, orquídeas e sempre-vivas.

Características

As rochas da Chapada Diamantina fazem parte da unidade geológica conhecida como Supergrupo Espinhaço, que tomou este nome por ocorrer na serra do Espinhaço, no estado de Minas Gerais. Apresenta-se em geral como um altiplano extenso, com altitude média entre 800 e 1.200m acima do nível do mar. As serras que compõem a Chapada Diamantina abrangem uma área aproximada de 38.000 km² e são as divisoras de águas entre a bacia do rio São Francisco (rios S. Onofre, Paramirim) e os rios que deságuam diretamente no oceano Atlântico, como os rios de Contas e Paraguaçu. Nesta cadeia de serras são encontrados os picos mais altos da Bahia, sendo o pico do Barbado com 2.033m, o ponto culminante de todo o nordeste.

Surgimento

A Chapada Diamantina nem sempre foi uma imponente cadeia de serras. Há cerca de um bilhão e setecentos milhões de anos, iniciou-se a formação da bacia sedimentar do Espinhaço, a partir de uma série de extensas depressões que foram preenchidas com materiais expelidos de vulcões, areias sopradas pelo vento e cascalhos caídos de suas bordas. Sobre essas depressões depositaram-se sedimentos em uma região em forma de bacia, sob a influencia de rios, ventos e mares. Posteriormente, aconteceu um fenômeno chamado soerguimento, que elevou as camadas de sedimentos acima do nível do mar, pressionada pela força epirogenética, tendo aos pouco um sofrível erguimento ao longo de milhões de anos. As inúmeras camadas de arenitos, conglomerados, e calcários, hoje expostas na Chapada Diamantina, representam os depósitos sedimentares primitivos; a paisagem atual é o produto das atividades daqueles agentes ao longo do tempo geológico. Nas ruas e calçadas das cidades da Chapada, lajes de superfícies onduladas revelam a ação dos ventos e das águas que passavam sobre areais antigos.

Mas vocês podém se perguntar: "Quanto o Leo gastou para fazer uma viagem destas?" É muito simples e visulizamos na tabela abaixo. 

Relação de Custos da Aventura



1305 km percorridos em 4 dias.
Velocidade máxima alcançada com a minha Falcon 143 km/h. E olha que a super motoca tava carrega com os alforges e o bauleto, o lugar do garupa com a barraca saco de durmir e outras tranqueiras mais. Dados registrados pelo GPS.

Agora que já conhecemos como se formou a Chapada suas características e os custos da aventura, senta que la vém a história.

"Zé! Papai mandou agente lavar a Fubica lá no rio."

"Entra aí !"

"Eu não, vai vc que eu tiro o cêpo." Meu pai falando pro meu tio.
Isso meu pai tinha uns 6 anos e meu tio 8. O carro ficava numa ladeira e na parte mais baixa era o rio. Rapaz, não deu outra, desceram desimbestados e o carro foi para dentro do rio. Imagine a cara dos dois sem saber dirigir e com o carro naquelas condições. Meus tios apanhavam como a zorra, meu pai era o menor geralmente não dava nada para ele, aliás dizia ele quando era interrogado pelos meus avós: "Foi Zé que chamou". Como diz uma artista da Praça é Nossa a Filó "Ô cooitaado!".

Este acontecimento real foi um trecho das aventuras vividas pelo meu pai e seus irmãos na região da chapada para ser mais preciso em Andaraí em meados da década de 1950. Antes mesmo de nomes como Cachoeira do Buracão, da Fumaça, Pratinha, Pôço Azul, Lagoa Encantada... e por aí vai. Onde todos estes lugares eram apenas rio, cachoeira, trilha, lagoa, pôço e sua localização conhecida apenas pelos moradores. Distante dos turistas de hoje. Infância que ainda se mantém viva nas lembraças do meu pai e de seus irmãos mais velhos.

Cerca de 56 anos depois seu filho primogênito a bordo de uma Honda NX4 Falcon se aventura pelos mesmos lugares, realizando novas aventuras em um novo tempo. E que bom que este tempo apesar do turismo, ainda mantém muita coisa preservada como naquela época.
As cidades, as casas, ruas, igrejas... tudo muito preservado. Principalmente nas cidades de Andaraí, Mucugê, Igatú, Lençóis (foram as cidades que visitei desta vez). Isto porque na próxima vou a outros lugares.

video

Neste vídeo faço uma panorâmica da cidade de Mucugê.

Nesta aventura tive a companhia de novos amigos em especial um colega de trabalho que depois desta aventura se tornou um grande amigo, Bruno, "Gogó" para os íntimos. Olha a figura ai em baixo. Juntas as nossas motos Falcon eram as estranhas no ninho. Pois todas as outras eram Yamaha XT. Em meio ao grupo do Clube XT600 com integrantes do Estado da Bahia e do Ceará.

Eu, Bruno, Franz, Conceição, Radan, Renatão e Celso.
A aventura começou bem cêdo no dia 12 de Outubro às 05:00h  para eu e Bruno, tendo em vista que os amigos Franz, Renatão que vieram do Ceará, Radan e sua garupa e namorada a Conceição já se encontravam em Lençóis desde o dia 10. E o Celso que sairia no mesmo dia que nós de SSA embora de XT66 e no rojão de 140/150 logo encostaria em nós que fomos no nosso ritmo de cruzeiro estipulado em 100-110km/h.

Celso, Bruno e eu, no marco de entrada da Ciade de Andaraí.
A partir deste ponto já pode-se ver os contornos da Chapada ao longe.


Na cidade de Andaraí tem uma festa chamada Festa do Divino, onde os colonos açorianos trouxeram a tradição da festa de veneração ao Espírito Santo.
A Celebração religiosa é realizada pelas crianças que desfilam vestidas a moda imperial pelas ruas da cidade. A iniciativa coube as mulheres pertencentes à Irmandade Local de Nossa Senhora da Glória. A principio, contava somente de missas, novenas e alguns festejos públicos, hoje uma grande festa, em praça publica, é parte integrante do evento.


A Festa do Divino é uma festa móvel, sempre ocorre 50 dias após a páscoa.
Ainda é parte integrante da festa a realização do “Rabeia” manifestação cultural e folclórica, realizada 30 dias antes do evento, onde um enorme mastro percorre as ruas da cidade com a finalidade de que a bandeira do Divino seja hasteada em frente à Igreja Matriz. Um fato curioso é que as quinas das casas nos trechos mais apertados estão todas rebentadas, faltando pedaços. Por que será?


Seguimos viagem em direção a Mucugê onde o restante do grupo se encontrava nos aguardando para o almoço. Afinal saímos de casa às 05 da manhã e haveria tempo de sobre para chegarmos no horário previsto. Mas eu e Bruno não conheciamos nada e coube a Celso que só este ano fôra 4 vezes a Chapada, nos servir de guia turístico e mostrar as atrações ao longo do percurso. Comunicação via celular? (vivo e tim). Nem pensar! Somente em Ibicoara e Lençóis dispusemos do serviço de telefônia móvel. Então, os caras já estavam lá em Mucugê nos esperando a horas, e sem notícias já sabe como é...
Enquanto isso do outro lado da moeda nós fazía-mos turismo.

Gruta Lapa do Bóde
É uma caverna aberta localizada à margem esquerda do rio. Uma distância de 22 km da sede (Itaetê) e 150m da ponte à BA-142, estrada que liga a cidade de Itaetê a Mucugê e Andaraí. A caverna é constituída de várias galerias longitudinais e outras transversais, formando um impressionante labirinto. No local, o visitante ainda pode encontrar exuberantes formações rochosas com estalagmites e estalactites. Uma dica nesta BA-142, cuidado com os bódes que estão ao tempo todo atravessando a pista, quase iamos comer bóde assado o Celso por pouco atropelava um.

Parada na Toca do Morcego, local onde vendem artesanatos
e tem um mirante a beira da ponte sobre o cânion rio Paraguaçú.
Vista da parte de cima
Vista da parte de baixo
Pedra da Galinha
 Já próximos de Mucugê, vinha eu encantado com a estrada, altas subidas, descidas, curvas e tudo isso com paisagens de tirar o fôlego (com as montanhas da chapada ao fundo), tudo o que um viajante de moto gosta. A estrada praticamente sem movimento de veículos, quando derrepente eu já estava em cima da curva a uns 60km/h não deu outra, fiquei de pé e deixei as suspensões trabalharem, solavancos e guinadas na direção, me senti um peão de rodéio montado num touro. Felizmente a habilidade na condução off road foi o bastante para superar as dificulades causada pela falta de atenção. Que bom que Deus estava presente e me livrou de encerrar o passeio por alí mesmo. Fiquei alguns instantes parado respirando fundo e agradecendo a Deus pelo livramento.


Passado o susto e sacodido a poeira, apareceu Bruno que viu a minha demora e me achou ainda na parte de baixo da pista. Conferimos minha integridade física, da moto, olhamos todos os equipamentos e nada aconteceu. Graças a Deus, nem um arranhão. Mas um ponto para a Falcon, segura até nos momentos difíceis. Fizemos este vídeo pra vocês terem uma idéia do acontecido.


Quando chegamos a cidade de Mucugê a galera já estava num mix de zangados com preocupados eu diria que "zangapados". Alívio, queixas e apresentações, nos colocamos a buscar a pousada onde ficaríamos. Camping? Levei tudo, eu e Bruno. Mas e o camping? "Não tem até tinha um mas fechou." Falou o atendente da pousada onde estava a galera. Como a grana tava curta e a pousada onde a galera tava era cara, resolvemos partir para outra, inclusive o atendente nos ajudou na busca, ligando para as pousadas e pesquisando para nós. Feito os contatos fomos para a nossa morada onde ficaríamos por duas diárias 90 reais por um quarto triplo, era 30 pra cada com café da manhã (beleza) esquecemos do camping por hora. Na verdade ainda não seria o dia em que iria estrear camping de moto.

Uma vista panorâmica de Mucugê no morro atrás da pousada.
 
As ruas são todas assim, de pedras.
O quarto onde ficamos.
Depois de nos acomodar, descarregar as motos partimos para a visita a cidade de Igatú distante uns 35 km de Mucugê, a fim de pegarmos o nascer da lua. Pegamos uma estradinha de 18km de terra e areia além é claro das pedras. Tipo as ruas de Mucugê. Chegamos ainda cêdo em Igatú para o nascer da lua e fomos a um ponto turístico da cidade conhecer o seu Guina e seu famoso estabelecimento comercial o Bar de Igatú, uma mistura de quintanda, mercearia, bar... tem de tudo, além é claro de suas famosas estórias e histórias da cidade e de sua vida. Gente finissima muito atencioso. Lá todos foram incubidos do "batismo" uma dose de uma tal de "Losca" uma cachaça com um treco lá que dava uma tonalidade esverdeada. E ainda tinha a famosa Tubaina, refrigerante do meu tempo de menino.


Franz, medindo a losca. Um dedo de cada.
Celso depois da golada dele ao lado seu Guina.
Esperamos a lua por muito, muito tempo e nada dela aparecer, também com o céu todo encoberto não dava pra ver uma estrela sequer. Retornamos para a base em mucugê a fim de descansar o corpo pois a aventura estava apenas começando. No outro dia seguiriamos para Ibicoara a fim de conhecer a Cachoeira do Buracão.
Pela manhã após um café da manhã bem reforçado partimos para nosso destino do dia. O Renatão me ofereceu pilotar a sua XT660 Série Limitada, aceitei claro era uma oportunidade de ver como se comporta eu e uma moto de maior cilindrada nos diferentes terrenos. Era um teste e tanto, afinal uma XT66 é um possivel UP. Iriamos percorrer estradas de asfalto, terra, cascalho e areia por uns 120km. Não perdi a chance de fazer com ela o mesmo que faço com a Falcon.
Conclusão: É uma moto e tanto. Embora alguns afirmem que a Falcon vibra muito, a XT66 vibra muito mais, parece um trator. E a moto fica muito em cima ou seja, o guidon bem recuado, isto por que ela é uma moto de concepção endurista. Estiquei até 157km/h na bixinha, mas, não é velocidade segura (lembre-se que estava testando), embora a bike se comporta-se muito bem. Uma outra coisa que chamou minha atenção é o Guidon X Aceleração, se você vacilar a moto escapa dos dedos, punho cerrado o tempo todo. Nesse nosso papo já estamos chegando Ibicoara (rsrsrs) deu tempo pro Bruno furar o pneu, o Celso conseguir socorro com uma pick up da oficina de moto pois o pneu tinha largado do aro. E ainda conseguirmos um guia que nos acompanhou de CG.
Vamos as pictures:
Bruno

video
Video panorâmico do alto do Mirante no Campo Redondo.


Na portaria da entrada do parque.
Eu na XT66
Renatão na minha moto e Bruno
Estacionamento e ínicio da caminhada para Cachoeira do Buracão
Uma trilhazinha de uma hora, de nível 2,5 numa escala de 1 a 5,  em certos trechos requer muita atenção pois a perigo de despencar no despenhadeiro é alto e pode ser fatal. Mas o destino compensa, mesmo antes de chegar a Cachoeira do Buracão temos muitas atrações.

 
 
 
 
 

Essa plantinha é comestível, azedinha.
 

Chegando no poço que antecede a Cachoeira do Buracão, na verdade essa é uma estória e tanto o Celso vivia falando pra galera do CXT600 desse lugar, dessa cachoeira e ai a galera ficava zuando, "Celso quando você vai levar agente pra conhecer seu buraco, o buracão do Celso". Daí pegou "O Buracão do Celso" e era a maior gozação durante todo percurso. Agora sem sombra de dúvida o lugar é lindo, vale a pena todo o sacrifício da caminhada. Nem com todas estas fotos e o vídeo que fiz da cachoeira vão lhe passar uma impressão concreta do que sentimos lá, só indo pra você ver. Maravilhas de Deus, é fantástico. O lugar mais lindo que já tive o privilégio de conhecer e espero trazer minha família para testemunhar isso.

Ou iamos pela água, ou escalando as laterais até a cachoeira.
Nesse trecho algumas caídas da pinguela que liga um lado ao outro do cânion apenas uns 7 mestros de altura. Para ir pra cachoeira apartir daquele ponto ou se ia pela água alguns de coletes e os mais experientes iam sem ou uma caminhada pelas laterais do cânion. Fui pela água é claro, após algumas caídas, e que água geláda parecia cortar a pele.

Vejam as fotos da cachoeira e depois veja o vídeo.Vale a pena.

Olha como era a caminhada
 
 
 


Na ida para a cachoeira o guia não deixou agente ve-la por cima "Só na volta." disse ele. E realmente perderia o encanto. Agora vocês sabem porque também. Abaixo as fotos da parte de cima. E o local em que antecede a cachoeira.

Me borrei todo nesta foto...

...pra tirar esta.

Borrei 2. As próximas fotos foram de lá.
Aqui já tava mais tranquilo, olha o início da cachoeira
Parte de cima
De frente para a caída d´água.
Depois de um dia exaustivo chegamos na pousada por volta das 21h. Depois do banho e da janta na cidade a cama e uma boa noite de sono era o melhor remédio. Nesta noite os amigos da aventura estavam todos na mesma pousada em que nós. E ainda resenhamos um pouco na varanda até altas horas. Na manhã do dia seguinte os amigos XTeístas Franz e Renatão retornariam para o Ceará mas ainda no caminho encontrariam outros amigos em Caruarú onde participariam da festa da pizza. Mas aí é uma outra história, só o Franz e o Renatão para contar.
Nós o restante do esquadrão XTeísta partimos para Lençóis. Mas até lá nossa aventura era grande e repleta de emoções. Passamos no Cimitério Bizantino, no Projeto Sempre Viva, almoçamos num restaurante a beira da estrada no Praião em Andaraí. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Celso querendo aprender karate.
Subindo esta estrada vai para Igatú. Descendo retorna para pista principal e o restaurante.
Vista do restaurante.
Tentamos encontrar a balsa para a trevessia do Marimbús, que encurtaria um longo trecho até Lençóis. No caminho para a suposta balsa percorremos 45km em estrada de terra por dentro de uma fazenda tinha muito gado solto e porteiras com mata burro (péças de madeira atravessadas com intervalo entre elas) cabia apenas o pneu da moto, sinistro esta passagem. A perícia de Radan e suas dicas foram cruciais pra galera passar no embalo que víamos, só paravamos quando tinha que abrir a porteira. Mesmo assim um abria e os outros passavam e mais na frente quem passou primeiro abria a próxima e esperava o último passar e assim sucessivamente. Foi um dos trechos mais empolgantes que já vivenciei no motociclismo, pela união e compromisso do grupo e principalmente pela estrada e a paisagem. Foi como se estivesse num filme de freeride. Foi digno de fazer 2X (biz). Uma pena a travessia pela balsa não ter sido feita, embora localizasse-mos o Rio São José a balsa era na verdade uma canoa, e estava vasando água depois que colocamos a moto, e não era seguro. Vejam as fotos e divirtam-se com o vídeo.

Não fiz foto do mata burro, esta é da net. Autoria de Jorge Belim.
 
 
 
 

Após essa tentativa frustada na travessia do Marimbús, revemos nossos planos e seguimos via fazenda até a rodovia principal que levava para Lençóis. De lá fomos direto para Mucugêzinho, 20 km depois de Lençóis.



Chegando em Lençóis nos hospedamos, tomamos nosso banho e fomos para um tour pela cidade. Momento para comprar as lembranças, aliás prefira comprar em Lençóis pois o preço é bem menor por lá. Enquanto esperávamos a pizza e a parmegiana aproveitamos para resenhar. Papo vem papo vai e muitas gargalhadas a hora estava chegando e para o outro dia teríamos o pôço do diabo e o retorno para casa. Celso ficaria em Lençóis e só retornaria no outro dia.

 
 
 

No outro dia malas arrumadas e nossa aventura estava chegando ao fim. Mas ainda tinhamos uma cachoeira pra ver e toda a aventura do retorno, cerca de 500km. Vamos as fotos:

 
 
 
 
 
 
 
 

Espero que tenham viajado comigo nestas imagens e videos. Em breve tem o vídeo completo com muitas filmagens e fotos que não dava pra colocar aqui. O vídeo provavelente será dividido em partes pois tenho mais de 13GBytes de informações. Altas filmagens de moto, trekking nas trilhas e muito mais. Aguardem! 
Ah! Já ia esquecendo tenho amigos que gostam muito de fotos de flores, então aqui vão elas:

 
 
Esta não é flôr, mas vale. Afinal é um beija-flôr.
O passado não reconhece o seu lugar e esta sempre presente. Desta maneira espero que estes dias que se passaram permaneçam sempre vivos em minhas lembranças e que esta seja a  primeira de muitas aventuras na Chapada Diamantina.
Abraços e muito obrigado pela companhia aos amigos da aventura: Bruno, Celso, Radan, Conceição, Renatão e Franz.
Um obrigado especial a esposa e filhos que me proporcionaram viver esta aventura. Amo vocês! Em breve todos nos estaremos pela chapada numa aventura 4x4.
Fica na Paz, Deus abençoe a todos. Até a próxima!

E como diz o nosso lema XTeísta:

"Com os amigos por quaisquer caminhos, pra qualquer lugar!"