sexta-feira, 4 de novembro de 2011

NIVASOUTO NA CHAPADA DIAMANTINA-BA OUT/2011


Pessoal as aventuras aqui estão começando a alcançar maiores distâncias. Mas, ainda estamos dentro do nosso maravilhoso estado a Bahia (um país dentro do Brasil) digo isso pois temos de tudo, de todo o tipo de clima, vegetação e geologia. Não temos neve é claro mais climas muito frios na Vitória da Conquista onde a temperatura mínima no inverno pode chegar a 5 °C, e também nas cidades altas da Chapada Diamantina, como Piatã, Barra da Estiva, Mucugê, Maracás e Ibicoara.

Eu nunca havia me imaginado sentado aqui.
Campo Redondo mirante em Ibicoara-Ba.
Quanto mais deitado. Tirar um cochilo até que dá, só não pode se virar.


Porém antes de começar o relato da aventura vamos conhecer um pouco sobre a característica e o surgimento da Chapada Diamantina. (fonte: texto original http://pt.wikipedia.org/wiki/Chapada_Diamantina)

A Chapada Diamantina é uma região de serras, situada no centro do Estado brasileiro da Bahia, onde nascem quase todos os rios das bacias do Paraguaçu, do Jacuípe e do Rio de Contas. Essas correntes de águas brotam nos cumes e deslizam pelo relevo em belos regatos, despencam em borbulhantes cachoeiras e formam transparentes piscinas naturais. O parque nacional é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A vegetação é exuberante, composta de espécies da caatinga semi-árida e da flora serrana, com destaque para as bromélias, orquídeas e sempre-vivas.

Características

As rochas da Chapada Diamantina fazem parte da unidade geológica conhecida como Supergrupo Espinhaço, que tomou este nome por ocorrer na serra do Espinhaço, no estado de Minas Gerais. Apresenta-se em geral como um altiplano extenso, com altitude média entre 800 e 1.200m acima do nível do mar. As serras que compõem a Chapada Diamantina abrangem uma área aproximada de 38.000 km² e são as divisoras de águas entre a bacia do rio São Francisco (rios S. Onofre, Paramirim) e os rios que deságuam diretamente no oceano Atlântico, como os rios de Contas e Paraguaçu. Nesta cadeia de serras são encontrados os picos mais altos da Bahia, sendo o pico do Barbado com 2.033m, o ponto culminante de todo o nordeste.

Surgimento

A Chapada Diamantina nem sempre foi uma imponente cadeia de serras. Há cerca de um bilhão e setecentos milhões de anos, iniciou-se a formação da bacia sedimentar do Espinhaço, a partir de uma série de extensas depressões que foram preenchidas com materiais expelidos de vulcões, areias sopradas pelo vento e cascalhos caídos de suas bordas. Sobre essas depressões depositaram-se sedimentos em uma região em forma de bacia, sob a influencia de rios, ventos e mares. Posteriormente, aconteceu um fenômeno chamado soerguimento, que elevou as camadas de sedimentos acima do nível do mar, pressionada pela força epirogenética, tendo aos pouco um sofrível erguimento ao longo de milhões de anos. As inúmeras camadas de arenitos, conglomerados, e calcários, hoje expostas na Chapada Diamantina, representam os depósitos sedimentares primitivos; a paisagem atual é o produto das atividades daqueles agentes ao longo do tempo geológico. Nas ruas e calçadas das cidades da Chapada, lajes de superfícies onduladas revelam a ação dos ventos e das águas que passavam sobre areais antigos.

Mas vocês podém se perguntar: "Quanto o Leo gastou para fazer uma viagem destas?" É muito simples e visulizamos na tabela abaixo. 

Relação de Custos da Aventura



1305 km percorridos em 4 dias.
Velocidade máxima alcançada com a minha Falcon 143 km/h. E olha que a super motoca tava carrega com os alforges e o bauleto, o lugar do garupa com a barraca saco de durmir e outras tranqueiras mais. Dados registrados pelo GPS.

Agora que já conhecemos como se formou a Chapada suas características e os custos da aventura, senta que la vém a história.

"Zé! Papai mandou agente lavar a Fubica lá no rio."

"Entra aí !"

"Eu não, vai vc que eu tiro o cêpo." Meu pai falando pro meu tio.
Isso meu pai tinha uns 6 anos e meu tio 8. O carro ficava numa ladeira e na parte mais baixa era o rio. Rapaz, não deu outra, desceram desimbestados e o carro foi para dentro do rio. Imagine a cara dos dois sem saber dirigir e com o carro naquelas condições. Meus tios apanhavam como a zorra, meu pai era o menor geralmente não dava nada para ele, aliás dizia ele quando era interrogado pelos meus avós: "Foi Zé que chamou". Como diz uma artista da Praça é Nossa a Filó "Ô cooitaado!".

Este acontecimento real foi um trecho das aventuras vividas pelo meu pai e seus irmãos na região da chapada para ser mais preciso em Andaraí em meados da década de 1950. Antes mesmo de nomes como Cachoeira do Buracão, da Fumaça, Pratinha, Pôço Azul, Lagoa Encantada... e por aí vai. Onde todos estes lugares eram apenas rio, cachoeira, trilha, lagoa, pôço e sua localização conhecida apenas pelos moradores. Distante dos turistas de hoje. Infância que ainda se mantém viva nas lembraças do meu pai e de seus irmãos mais velhos.

Cerca de 56 anos depois seu filho primogênito a bordo de uma Honda NX4 Falcon se aventura pelos mesmos lugares, realizando novas aventuras em um novo tempo. E que bom que este tempo apesar do turismo, ainda mantém muita coisa preservada como naquela época.
As cidades, as casas, ruas, igrejas... tudo muito preservado. Principalmente nas cidades de Andaraí, Mucugê, Igatú, Lençóis (foram as cidades que visitei desta vez). Isto porque na próxima vou a outros lugares.


Neste vídeo faço uma panorâmica da cidade de Mucugê.

Nesta aventura tive a companhia de novos amigos em especial um colega de trabalho que depois desta aventura se tornou um grande amigo, Bruno, "Gogó" para os íntimos. Olha a figura ai em baixo. Juntas as nossas motos Falcon eram as estranhas no ninho. Pois todas as outras eram Yamaha XT. Em meio ao grupo do Clube XT600 com integrantes do Estado da Bahia e do Ceará.

Eu, Bruno, Franz, Conceição, Radan, Renatão e Celso.
A aventura começou bem cêdo no dia 12 de Outubro às 05:00h  para eu e Bruno, tendo em vista que os amigos Franz, Renatão que vieram do Ceará, Radan e sua garupa e namorada a Conceição já se encontravam em Lençóis desde o dia 10. E o Celso que sairia no mesmo dia que nós de SSA embora de XT66 e no rojão de 140/150 logo encostaria em nós que fomos no nosso ritmo de cruzeiro estipulado em 100-110km/h.

Celso, Bruno e eu, no marco de entrada da Ciade de Andaraí.
A partir deste ponto já pode-se ver os contornos da Chapada ao longe.


Na cidade de Andaraí tem uma festa chamada Festa do Divino, onde os colonos açorianos trouxeram a tradição da festa de veneração ao Espírito Santo.
A Celebração religiosa é realizada pelas crianças que desfilam vestidas a moda imperial pelas ruas da cidade. A iniciativa coube as mulheres pertencentes à Irmandade Local de Nossa Senhora da Glória. A principio, contava somente de missas, novenas e alguns festejos públicos, hoje uma grande festa, em praça publica, é parte integrante do evento.


A Festa do Divino é uma festa móvel, sempre ocorre 50 dias após a páscoa.
Ainda é parte integrante da festa a realização do “Rabeia” manifestação cultural e folclórica, realizada 30 dias antes do evento, onde um enorme mastro percorre as ruas da cidade com a finalidade de que a bandeira do Divino seja hasteada em frente à Igreja Matriz. Um fato curioso é que as quinas das casas nos trechos mais apertados estão todas rebentadas, faltando pedaços. Por que será?


Seguimos viagem em direção a Mucugê onde o restante do grupo se encontrava nos aguardando para o almoço. Afinal saímos de casa às 05 da manhã e haveria tempo de sobre para chegarmos no horário previsto. Mas eu e Bruno não conheciamos nada e coube a Celso que só este ano fôra 4 vezes a Chapada, nos servir de guia turístico e mostrar as atrações ao longo do percurso. Comunicação via celular? (vivo e tim). Nem pensar! Somente em Ibicoara e Lençóis dispusemos do serviço de telefônia móvel. Então, os caras já estavam lá em Mucugê nos esperando a horas, e sem notícias já sabe como é...
Enquanto isso do outro lado da moeda nós fazía-mos turismo.

Gruta Lapa do Bóde
É uma caverna aberta localizada à margem esquerda do rio. Uma distância de 22 km da sede (Itaetê) e 150m da ponte à BA-142, estrada que liga a cidade de Itaetê a Mucugê e Andaraí. A caverna é constituída de várias galerias longitudinais e outras transversais, formando um impressionante labirinto. No local, o visitante ainda pode encontrar exuberantes formações rochosas com estalagmites e estalactites. Uma dica nesta BA-142, cuidado com os bódes que estão ao tempo todo atravessando a pista, quase iamos comer bóde assado o Celso por pouco atropelava um.

Parada na Toca do Morcego, local onde vendem artesanatos
e tem um mirante a beira da ponte sobre o cânion rio Paraguaçú.
Vista da parte de cima
Vista da parte de baixo
Pedra da Galinha
 Já próximos de Mucugê, vinha eu encantado com a estrada, altas subidas, descidas, curvas e tudo isso com paisagens de tirar o fôlego (com as montanhas da chapada ao fundo), tudo o que um viajante de moto gosta. A estrada praticamente sem movimento de veículos, quando derrepente eu já estava em cima da curva a uns 60km/h não deu outra, fiquei de pé e deixei as suspensões trabalharem, solavancos e guinadas na direção, me senti um peão de rodéio montado num touro. Felizmente a habilidade na condução off road foi o bastante para superar as dificulades causada pela falta de atenção. Que bom que Deus estava presente e me livrou de encerrar o passeio por alí mesmo. Fiquei alguns instantes parado respirando fundo e agradecendo a Deus pelo livramento.


Passado o susto e sacodido a poeira, apareceu Bruno que viu a minha demora e me achou ainda na parte de baixo da pista. Conferimos minha integridade física, da moto, olhamos todos os equipamentos e nada aconteceu. Graças a Deus, nem um arranhão. Mas um ponto para a Falcon, segura até nos momentos difíceis. Fizemos este vídeo pra vocês terem uma idéia do acontecido.


Quando chegamos a cidade de Mucugê a galera já estava num mix de zangados com preocupados eu diria que "zangapados". Alívio, queixas e apresentações, nos colocamos a buscar a pousada onde ficaríamos. Camping? Levei tudo, eu e Bruno. Mas e o camping? "Não tem até tinha um mas fechou." Falou o atendente da pousada onde estava a galera. Como a grana tava curta e a pousada onde a galera tava era cara, resolvemos partir para outra, inclusive o atendente nos ajudou na busca, ligando para as pousadas e pesquisando para nós. Feito os contatos fomos para a nossa morada onde ficaríamos por duas diárias 90 reais por um quarto triplo, era 30 pra cada com café da manhã (beleza) esquecemos do camping por hora. Na verdade ainda não seria o dia em que iria estrear camping de moto.

Uma vista panorâmica de Mucugê no morro atrás da pousada.
 
As ruas são todas assim, de pedras.
O quarto onde ficamos.
Depois de nos acomodar, descarregar as motos partimos para a visita a cidade de Igatú distante uns 35 km de Mucugê, a fim de pegarmos o nascer da lua. Pegamos uma estradinha de 18km de terra e areia além é claro das pedras. Tipo as ruas de Mucugê. Chegamos ainda cêdo em Igatú para o nascer da lua e fomos a um ponto turístico da cidade conhecer o seu Guina e seu famoso estabelecimento comercial o Bar de Igatú, uma mistura de quintanda, mercearia, bar... tem de tudo, além é claro de suas famosas estórias e histórias da cidade e de sua vida. Gente finissima muito atencioso. Lá todos foram incubidos do "batismo" uma dose de uma tal de "Losca" uma cachaça com um treco lá que dava uma tonalidade esverdeada. E ainda tinha a famosa Tubaina, refrigerante do meu tempo de menino.


Franz, medindo a losca. Um dedo de cada.
Celso depois da golada dele ao lado seu Guina.
Esperamos a lua por muito, muito tempo e nada dela aparecer, também com o céu todo encoberto não dava pra ver uma estrela sequer. Retornamos para a base em mucugê a fim de descansar o corpo pois a aventura estava apenas começando. No outro dia seguiriamos para Ibicoara a fim de conhecer a Cachoeira do Buracão.
Pela manhã após um café da manhã bem reforçado partimos para nosso destino do dia. O Renatão me ofereceu pilotar a sua XT660 Série Limitada, aceitei claro era uma oportunidade de ver como se comporta eu e uma moto de maior cilindrada nos diferentes terrenos. Era um teste e tanto, afinal uma XT66 é um possivel UP. Iriamos percorrer estradas de asfalto, terra, cascalho e areia por uns 120km. Não perdi a chance de fazer com ela o mesmo que faço com a Falcon.
Conclusão: É uma moto e tanto. Embora alguns afirmem que a Falcon vibra muito, a XT66 vibra muito mais, parece um trator. E a moto fica muito em cima ou seja, o guidon bem recuado, isto por que ela é uma moto de concepção endurista. Estiquei até 157km/h na bixinha, mas, não é velocidade segura (lembre-se que estava testando), embora a bike se comporta-se muito bem. Uma outra coisa que chamou minha atenção é o Guidon X Aceleração, se você vacilar a moto escapa dos dedos, punho cerrado o tempo todo. Nesse nosso papo já estamos chegando Ibicoara (rsrsrs) deu tempo pro Bruno furar o pneu, o Celso conseguir socorro com uma pick up da oficina de moto pois o pneu tinha largado do aro. E ainda conseguirmos um guia que nos acompanhou de CG.
Vamos as pictures:
Bruno

Video panorâmico do alto do Mirante no Campo Redondo.


Na portaria da entrada do parque.
Eu na XT66
Renatão na minha moto e Bruno
Estacionamento e ínicio da caminhada para Cachoeira do Buracão
Uma trilhazinha de uma hora, de nível 2,5 numa escala de 1 a 5,  em certos trechos requer muita atenção pois a perigo de despencar no despenhadeiro é alto e pode ser fatal. Mas o destino compensa, mesmo antes de chegar a Cachoeira do Buracão temos muitas atrações.

 
 
 
 
 

Essa plantinha é comestível, azedinha.
 

Chegando no poço que antecede a Cachoeira do Buracão, na verdade essa é uma estória e tanto o Celso vivia falando pra galera do CXT600 desse lugar, dessa cachoeira e ai a galera ficava zuando, "Celso quando você vai levar agente pra conhecer seu buraco, o buracão do Celso". Daí pegou "O Buracão do Celso" e era a maior gozação durante todo percurso. Agora sem sombra de dúvida o lugar é lindo, vale a pena todo o sacrifício da caminhada. Nem com todas estas fotos e o vídeo que fiz da cachoeira vão lhe passar uma impressão concreta do que sentimos lá, só indo pra você ver. Maravilhas de Deus, é fantástico. O lugar mais lindo que já tive o privilégio de conhecer e espero trazer minha família para testemunhar isso.

Ou iamos pela água, ou escalando as laterais até a cachoeira.
Nesse trecho algumas caídas da pinguela que liga um lado ao outro do cânion apenas uns 7 mestros de altura. Para ir pra cachoeira apartir daquele ponto ou se ia pela água alguns de coletes e os mais experientes iam sem ou uma caminhada pelas laterais do cânion. Fui pela água é claro, após algumas caídas, e que água geláda parecia cortar a pele.

Vejam as fotos da cachoeira e depois veja o vídeo.Vale a pena.

Olha como era a caminhada
 
 
 


Na ida para a cachoeira o guia não deixou agente ve-la por cima "Só na volta." disse ele. E realmente perderia o encanto. Agora vocês sabem porque também. Abaixo as fotos da parte de cima. E o local em que antecede a cachoeira.

Me borrei todo nesta foto...

...pra tirar esta.

Borrei 2. As próximas fotos foram de lá.
Aqui já tava mais tranquilo, olha o início da cachoeira
Parte de cima
De frente para a caída d´água.
Depois de um dia exaustivo chegamos na pousada por volta das 21h. Depois do banho e da janta na cidade a cama e uma boa noite de sono era o melhor remédio. Nesta noite os amigos da aventura estavam todos na mesma pousada em que nós. E ainda resenhamos um pouco na varanda até altas horas. Na manhã do dia seguinte os amigos XTeístas Franz e Renatão retornariam para o Ceará mas ainda no caminho encontrariam outros amigos em Caruarú onde participariam da festa da pizza. Mas aí é uma outra história, só o Franz e o Renatão para contar.
Nós o restante do esquadrão XTeísta partimos para Lençóis. Mas até lá nossa aventura era grande e repleta de emoções. Passamos no Cimitério Bizantino, no Projeto Sempre Viva, almoçamos num restaurante a beira da estrada no Praião em Andaraí. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Celso querendo aprender karate.
Subindo esta estrada vai para Igatú. Descendo retorna para pista principal e o restaurante.
Vista do restaurante.
Tentamos encontrar a balsa para a trevessia do Marimbús, que encurtaria um longo trecho até Lençóis. No caminho para a suposta balsa percorremos 45km em estrada de terra por dentro de uma fazenda tinha muito gado solto e porteiras com mata burro (péças de madeira atravessadas com intervalo entre elas) cabia apenas o pneu da moto, sinistro esta passagem. A perícia de Radan e suas dicas foram cruciais pra galera passar no embalo que víamos, só paravamos quando tinha que abrir a porteira. Mesmo assim um abria e os outros passavam e mais na frente quem passou primeiro abria a próxima e esperava o último passar e assim sucessivamente. Foi um dos trechos mais empolgantes que já vivenciei no motociclismo, pela união e compromisso do grupo e principalmente pela estrada e a paisagem. Foi como se estivesse num filme de freeride. Foi digno de fazer 2X (biz). Uma pena a travessia pela balsa não ter sido feita, embora localizasse-mos o Rio São José a balsa era na verdade uma canoa, e estava vasando água depois que colocamos a moto, e não era seguro. Vejam as fotos e divirtam-se com o vídeo.

Não fiz foto do mata burro, esta é da net. Autoria de Jorge Belim.
 
 
 
 

Após essa tentativa frustada na travessia do Marimbús, revemos nossos planos e seguimos via fazenda até a rodovia principal que levava para Lençóis. De lá fomos direto para Mucugêzinho, 20 km depois de Lençóis.



Chegando em Lençóis nos hospedamos, tomamos nosso banho e fomos para um tour pela cidade. Momento para comprar as lembranças, aliás prefira comprar em Lençóis pois o preço é bem menor por lá. Enquanto esperávamos a pizza e a parmegiana aproveitamos para resenhar. Papo vem papo vai e muitas gargalhadas a hora estava chegando e para o outro dia teríamos o pôço do diabo e o retorno para casa. Celso ficaria em Lençóis e só retornaria no outro dia.

 
 
 

No outro dia malas arrumadas e nossa aventura estava chegando ao fim. Mas ainda tinhamos uma cachoeira pra ver e toda a aventura do retorno, cerca de 500km. Vamos as fotos:

 
 
 
 
 
 
 
 

Espero que tenham viajado comigo nestas imagens e videos. Em breve tem o vídeo completo com muitas filmagens e fotos que não dava pra colocar aqui. O vídeo provavelente será dividido em partes pois tenho mais de 13GBytes de informações. Altas filmagens de moto, trekking nas trilhas e muito mais. Aguardem! 
Ah! Já ia esquecendo tenho amigos que gostam muito de fotos de flores, então aqui vão elas:

 
 
Esta não é flôr, mas vale. Afinal é um beija-flôr.
O passado não reconhece o seu lugar e esta sempre presente. Desta maneira espero que estes dias que se passaram permaneçam sempre vivos em minhas lembranças e que esta seja a  primeira de muitas aventuras na Chapada Diamantina.
Abraços e muito obrigado pela companhia aos amigos da aventura: Bruno, Celso, Radan, Conceição, Renatão e Franz.
Um obrigado especial a esposa e filhos que me proporcionaram viver esta aventura. Amo vocês! Em breve todos nos estaremos pela chapada numa aventura 4x4.
Fica na Paz, Deus abençoe a todos. Até a próxima!

E como diz o nosso lema XTeísta:

"Com os amigos por quaisquer caminhos, pra qualquer lugar!"


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CACHOEIRA DAS PRAZERES - VALE DO JIQUIRIÇÁ - BAHIA

"Não deixe de fazer algo que gosta pela falta de tempo, pois a única falta que terá, será deste tempo que infelizmente não valtará mais".  Mário Quitana.

Comentário de um amigo:
"Esse Leo é duro na queda. Foi só?" Respondi para ele: "Sim, eu e Deus".

Daí me lembrei do seriado Duro na Queda e da série O Homem de Seis Milhões de Dólares. Lembra-se?
A série Duro na Queda contava a história do dublê de cinema Colt Seavers. E na outra o coronel e ex-astronauta Steve Austin tinha implantes biônicos que lhe permitiam poderes extra humanos. Então, numa mistura das palavras de Mario Quitana e dos heróis dos seriados Duro na Queda e O Homem de Seis Milhões de Dólares. Podemos encontrar as qualidades principais de um aventureiro. Disposição, persistência e preparação.

Assim começei mais um passeio, mais uma das minhas aventuras. Desta vez em direção ao Vale do Jiquiriçá e em especial a Cachoeira dos Prazeres, na cidade de Jiquiriçá.
Jiquiriçá é um município brasileiro localizado no Estado da Bahia. Hoje, a cidade estima-se em 14.087 habitantes. Rica em água com suas belas cahoeiras, dentre elas as cachoeira dos Prazeres, Guigó, Clóvis, etc, as quais formam uma região importante para o turismo ecológico.

Igreja de Santo Antônio Além do Carmo, no Barbalho.
Ponta de Humaitá com a Igreja e o Forte de Mont Serrat.
Guindastes que carregam e descarregam os containers dos navios.
Um rebocador.
Uma das sucatas que mantém viva a exploração da travessia SSA/Itaparica.
Navios a espera para zarparem ao próximo destino.
Esse o melhorzinho que roda na travessia. Voltei neste. Na ida fui de sucata.

Na manhã de sábado do dia 10 de Setembro, liguei minha moto as 06:30 e partir em direção ao ferry boat, a princípio eu ia pela BR324, mas depois de analisar com mais atenção percebi que reduziria em 100km o percurso caso fosse pela Ilha de Itaparica. E neste caso poderia sair um pouco mais tarde de casa. O tempo foi meu aliado neste dia, nada de chuva e debaixo de todo o equipamento usado Jaqueta e calça de cordura o calor até que não foi tão excessivo. O céu continha algumas núvens e amenizava a ação direta do sol. A viagem foi tranquila por todo o percurso, o que trouxe um pouco mais de atenção foi o trecho entre a Ponte do Funil e o entroncamento com a BA046. E como em toda aventura não pode faltar um imprevisto em determinado momento extasiado com a beleza da paisagem passei direto pela entrada e fui parar perto de Valença, e só percebi pois o GPS ao invés de diminuir a distancia para o próximo ponto da rota só fazia aumentar. Foi então que percebi o problema. Foram só 26km de caminho errado isso somado a ida e a volta foram 52km de tempo e combustível disperdiçados. Mas era tudo alegria e a males quem vem para o bem. Sabe lá o que poderia acontecer caso não houvesse o atraso? Talvez nada. Mas Deus sabe de todas as coisas. E quem sou eu para questionar.

 
 
Quase dava uma esticadinha no passeio.
 
 
 

Bem, chegando a Cachoeira o que impressiona é a estrutura do local. Muito equilibrado a harmonia da natureza com o comércio local. O prato principal é o pitú assado ou na muqueca. Fui de muqueca e valeu esperar o prato foi explendido, muito saboroso.

 

Enquanto esperava o pitú ser preparado fui me deliciar com a cachoeira, e que água gelada. Me disseram que apartir de outubro ela melhora. Alí mesmo tem um Hotel com excelentes acomodações e opções de atrações como passeios de charrete e cavalgada, além de trekking. E uma pousada com uma estrutura menor. O que avaliar no quesito critério de escolha é o seu bolso.

 
 
 
 
 
 

Além do banho gelado revigorante as águas fortes batendo sobre o corpo era uma tremenda massagem. Tinha um lugar que colocaram um cano e era mais fácil fazer a massagem lá, tinha até uma pedra colocada estratégicamente para agente se sentar. Fiquei ali sentado uns minutos aproveitando e relaxando os musculos para a viagem de volta.
Após um delicioso banho, um almoço esplêndido me restava apenas me despedir e seguir viagem de volta para casa. Fiz o roteiro inverso. Cheguei em casa já por volta das 19h. Com o espírito aventureiro renovado, a alma lavada e o corpo pedindo cama.

Fiquem com Deus e até a próxima!
Abraços.

sábado, 3 de setembro de 2011

DE PAJERO NAS DUNAS DE JAUÁ


Em geografia física, duna é uma montanha de areia criada a partir de processos eólicos (relacionados ao vento). Dunas descobertas são sujeitas à movimentação e mudanças de tamanho, pela ação do vento. O vale entre as dunas é chamado slack, ou seja, dunas são montes de areia formadas pelo vento e pelo mar. Quando o vento sopra, leva a areia e com o tempo viram dunas. Dunas não precisam ser necessariamente grandes, muitas delas são bem pequenas. Igualmente a sensação viviada por quem sobe estas dunas. Alguns até diriam: "Com emoção ou sem emoção?". 
Literalmente para quem enfrenta aquelas dunas de 4x4 sempre achará emoção. Pequenas ou grandes mas muitas emoções. E vivemos uma manhã repleta de emoções no dia 28.08.11, em comboio de 14 carros nos enfileiramos para desafiar as dunas, o limite dos nossos carros e até mesmo buscar um pouco de adrenalina. Aliás descarregar a nossa dose diária de endorfina nas vêias afim de relaxar e aliviar o stress.
Um grupo de amigos ávidos pelo prazer de pilotar seus possantes 4x4 e seus respectivos navegadores e zequinhas em busca de emoções, todos prontos para encarar as adversidades da aventura. E que aventura posso dizer da minha parte, esta foi a segunda vez que coloquei a prova minha Pajero Full GLS-B 2.8 TDI. Nos altos dos seus 10 anos de uso representou bravamente a escuderia. Aliás sabem o que significa o simbolo da mitsubishi? Olha só. O nome Mitsubishi tem duas partes: "mitsu" significa "três" e "bishi" significa "castanha de água", e, consequentemente, "losango", o que se reflecte no logótipo da empresa. Também é traduzido como "três diamantes". Legal né?
Poís é a aventura serviu para conhecer um pouco mais do meu carro e ver que além de toda as revisões que tenho feito, ainda falta alguma coisa. A embreagem. Em condições normais de uso urbano não percebe-se, mas na exigência de todo o cunjunto mecânico em condições severas faz logo o mínimo dos problemas se tornar uma "tempestade de areia". Não é o engatar das marchas e sim o patinar do disco. Quando o disco de embreagem está gasto ou sujo de óleo ele patina a embreagem, fazendo o veiculo perder a tração. Pois a embreagem é que faz a ligação entre o motor e a caixa de marchas, quando a embregem está patinando força o motor, pois o motor acelera e o carro não anda. E este foi o inesperado que me deixou preocupado. Aliás que bom que contamos com o apoio dos amigos. Falando em amigos o grupo Bahia Expedition 4x4 reuni-se com este objetivo, proporcionar ao pilotos e seus familiares a emoção do 4x4. E esta bandeira foi o start que me uniu ao grupo (veja matéria).







Toda a diversão e sofrimento do dia mostrados aí no vídeo. Aliás faltou uma das melhores partes do dia, o almoço (cozido) e banho de piscina na casa da Deize e do Eduardo, sogros do Anibal Jr. companheiro de aventuras de moto e zequinha do dia. Obrigado amigos pela receptividade.
Bem vamos deixar de conversa e acompanhar o vídeo. Espero que apreciem.
Abraços. E até a próxima!
Deus te abençoe.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

AKVA KARATE - VIDEO PROMOCIONAL

Pessoal criei este vídeo promocional para a AKVA Associação de karate Vilas do Atlântico. Assim vocês teem uma visão de como é uma aula. Tem pessoas que pensam que são apenas socos e chutes, mas é muito mais além disso. Espero que gostem. OSS!
Abraços.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O PRIMEIRO CONTATO - IMPRESSIONANTE

É impressionante isto aconteceu em 1976.


Que direito nós temos de interferir na vida destas pessoas? Será que elas não estariam melhor sem a interferência do homem branco? Digo das doenças, do capitalismo, das regras impostas pela sociedade. Será que o homem civilizado agi certo nestas circunstâncias?

Pelo lado cristão é um dever levar a palavra de Deus a todos os povos.

E assim diz a Bíblia em  Marcos 16:15
"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura."

Vemos a seguir o porque:
Em João 1:12
"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; "  Aqui afirma que só podemos ser chamados filhos de Deus apartir do momento em que aceitamos a Jesus como Sr. e Salvador de nossas vidas. Leiam todo o capítulo João 1 e entenderão melhor.

E todas estas criaturas precisam ter a oportunidade de conhecerem a verdade e decidirem sobre o propósito de suas vidas. Quando Cristo retornar, ele levará todos os homens para encontrá-lo no julgamento. Em  Mateus 25:31-46 descreve o julgamento, minuciosamente. Aqui, Jesus disse que isso acontecerá quando ele voltar (v. 31). Paulo, também, falou do julgamento que acontecerá, na volta de Cristo. "E a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho do nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder, quando vier para ser glorificado nos seus santos, e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquando foi crido entre vós o nosso testemunho)" 2 Tessalonicenses 1:7-10.

E então concluido, posso afirmar que muitos se encontram como esta tribo na Papua Nova Guiné. Com os olhos e ouvidos fechados para toda a verdade que está escrita na Bíblia. Não importa se estamos no mas distante ponto remoto da terra sem conhecimento do progresso da civilização, ou ao lado do instrumento que pode nos dar a esperança e a vitória no regresso de Yeshua Hamashia (Jesus Cristo).

Não espere muito pois os sinais do retorno de Jesus estão acontecendo. E o dia ninguém sabe. Nem mesmo Ele. "Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai... Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e  não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis" Mateus 24:36,43,44.

Mas não espere muito para tomar a sua decisão. Há aproximadamente dois mil anos os discípulos preocupados com este mesmo assunto consultaram a seu mestre, que lhe revelou as mais importantes. Esta conversa está registrada na Bíblia para nosso conhecimento em Mateus 24 3-8 :
"E, estando assentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos, em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores".

Apesar do incrível cumprimento das palavras de Cristo, devemos levar em conta que embora elas anunciem que Ele vem, estes sinais não são os últimos nem os definitivos. Se leres esta passagem com cuidado notarás que Jesus Cristo disse: "mas ainda não é o fim" e "tudo isto é só o princípios das dores". Isto mostra que ainda faltam algumas coisas por vir, quais são? Leia com atenção a continuação do sermão pregado pelo Senhor Jesus aos discípulos:
"Então, vos hão de entregar para serdes atormentados e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo. E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim" Mateus 24:9-14.

Jesus te ama e quer lhe conhecer, venha você também renascer para uma nova vida.
Ou pretende continuar como a tribo acima?  Pense nisso.

Abraços e até a próxima!

domingo, 7 de agosto de 2011

TREAD LIGHTLY - CONSCIENTIZAÇÃO EM AMBIENTES NATURAIS

Tread Lightly! é um termo que surgiu nos Estados Unidos e significa algo como: Pisar de Leve! Os abusos ao meio ambiente, durante atividades esportivas e recreativas, despertaram o interesse na conscientização para o uso ordenado de áreas naturais. Foi criada, então, com patrocínio de empresas, uma sociedade sem fins lucrativos que tem como finalidade organizar palestras educacionais, sinalizar áreas com sua logomarca e trabalhar com a única missão de evitar a depredação de áreas naturais.

A Tread Lightly! tem 5 princípios que, através da propaganda, são levados ao conhecimento do público:

1 - Viajar com mínimo impacto ambiental: Permaneça nas trilhas e áreas designadas para atividades ao ar livre. Viaje somente em terras e águas abertas para tráfego. Certifique-se de que seu veículo tem tamanho compatível com as estradas e condições de tráfego. Não fazer atalhos pela mata, isto destrói a vegetação e causa o surgimento de caminhos não autorizados. As trilhas são escolhidas para suportar os efeitos de atividades recreativas. Resista à tentação de criar novas áreas.

Permaneça no trajeto e evite abrir novas trilhas.
(foto: Eduardo Nakamura)
2 - Respeite o ambiente e o direito de outras pessoas: siga os princípios da Tread Lightly!. Lembre-se, áreas selvagens são reservadas apenas para caminhadas ou cavalgadas. Seja cortês com outros usuários, que também desejam se divertir nas terras e águas que você está usando. Seja solidário com o desejo de terceiros, por paz e uma tranqüila experiência em áreas naturais. Motores barulhentos e comportamento inadequado são contrários aos ambientes nativos. Ao dirigir, fique atento há presença de animais silvestres, cavalos, ciclistas e caminhantes. Estacione o veículo, desligando o motor se necessário, até que eles passem por você.

3 - Eduque-se, planeje a viagem antes de sair: prepare-se com informações, mapas e equipamentos. Administradores de parques e proprietários de terras podem informar rotas abertas ao seu tipo de atividade. Mapas estão disponíveis na maioria dos locais. Informe-se das normas de visitação. Para atravessar ou permanecer, em terras particulares, obtenha a autorização do proprietário ou administrador local. Honre todos os portões e barreiras por onde passar. Proteja as reservas naturais, biológicas e a vida selvagem respeitando as sinalizações.
Aqui eu acrescentaria o respeito à privacidade dos moradores locais. Eles têm nos portões e cochetes, a segurança de suas chácaras e fazendas. Como regra geral, o portão, porteira ou cochete, deverá ser mantido da mesma maneira que for encontrado, seja aberto ou fechado.

Off-road em áreas particulares: somente com autorização do proprietário.
(foto: Técnica 4x4)
4 - Deixe as áreas naturais melhores do que quando as encontrou: O futuro e a qualidade das áreas naturais, de recreação, dependem de como as utilizamos hoje. Os veículos impróprios podem, da mesma forma que as caminhadas nas trilhas, causar danos à vegetação. Evite circular em áreas críticas, especialmente as que estão sujeitas à erosão, beira de rios ou ribeirões, lagos e pastagens. A travessia por riachos deve ser feita apenas nos locais onde houver uma estrada ou trilha que cruze o leito. Trafegar pelo leito do rio pode causar danos para a vida aquática local. Subir morros com veículos pode ser um desafio, mas uma vez que os rastros dos pneus foram marcados, outros veículos seguirão a mesma rota e causarão danos por muito mais tempo, pois os sulcos deixados pelos pneus serão lavados pelas chuvas, que irá aprofundá-los criando uma erosão permanente. Portanto, suba ou escale morros somente nas áreas determinadas. Quando estiver conduzindo um veículo off-road, seja sensível às necessidades de sustentação da vida selvagem local e suas reservas de alimentos.

Circule em caminhos autorizados, compartilhe
educadamente o local com outros visitantes.
(foto: Técnica 4x4)
5 - Descubra as recompensas de uma recreação responsável: Desfrutar de grandes áreas naturais proporciona a oportunidade de redescobrir os valores familiares e construir tradições. Preservar com uma recreação responsável, ajuda na manutenção natural da beleza e dos atributos de nossas florestas, terras e águas, pois esta é a herança mais preciosa que você deixará às gerações futuras.

Paraísos brasileiros: Deserto do Jalapão, santuário ainda preservado
onde o off-road deve ser praticado com responsabilidade.
(foto: Técnica 4x4)
A iniciativa dos estadunidenses é muito positiva, que tal o Brasil criar uma regra similar? Cedo ou tarde isso será necessário, pois a atividade off-road cresce rapidamente no país, e uma norma de conduta terá que ser criada para evitar problemas, que já acontecem em algumas regiões, entre praticantes e proprietários de terras e órgãos de fiscalização.

Para mais informações www.goodyear.com.br
Curso de Condução Off Road Dpaschoal & Goodyear - www.tecnica4x4.com.br
Colaboração de João Roberto de C. Gaiotto,

Fonte: GAIA - Expedições

CÃIBRAS - NÃO PERMITA QUE AS DORES PREJUDIQUEM SEUS TREINOS

Especialistas orientam formas para se evitar o problema, que pode estar relacionado a má alimentação, desidratação e preparação física inadequada.
No meio do treino ou da prova, surgem contrações num determinado músculo, que causam fortes dores obrigando o corredor a interromper a atividade física. As cãibras são muito comuns para quem pratica esportes e podem ocorrer devido a diversos fatores: má alimentação, desidratação, preparação física inadequada, problemas de circulação e por aí vai. Embora não se caracterize necessariamente como uma lesão, o problema é um incômodo e tanto para quem gosta de se exercitar.

A cãibra é um espasmo muscular involuntário, onde o músculo se contrai e não consegue relaxar sozinho. Baixa de cálcio e potássio na circulação, desidratação e acumulo de ácido lático por excesso de esforço são algumas das causas do problema. Além é claro da falta de sódio, que é importante para iniciação dos sinais dos nervos e ações que levam o movimento nos músculos. Esta perda de sal no organismo acontece pelo suor excessivo no treino principalmente quando praticados sob o sol intenso. Por isso, a falta de líquidos e desse importante mineral tornam os músculos sensíveis e assim com uma leve tensão e movimentos subsequentes podem fazer o músculo se contrair e contorcer incontrolavelmente.




 
  Os mais comuns são:
- Panturrilhas ou gemelares (batata da perna)
- Músculos anteriores e posteriores da coxa
- Pés
- Mãos
- Pescoço
- Abdómen





Para evitar as cãibras

Nem sempre as dores são provocadas durante a atividade física e, em alguns momentos, a pessoa pode ter cãibras dormindo. Segundo o treinador, isso pode acontecer por conta de problemas na circulação sanguínea, enquanto o acúmulo de ácido lático está mais relacionado à atividade física. Um cardápio bem trabalhado, entretanto, pode ser uma boa forma de se evitar o problema, diz a nutricionista Cristiane Perroni.

Portanto:

1. Beba líquidos antes, durante e depois de qualquer atividade de exercícios;
2. Reponha os níveis de sódio durante os intervalos de exercicios pesados e intensos (usando bebidas isotônicas e hidrotônicas (para treinos moderados);
3. Assegure a recuperação nutricional adequada e descanse os músculos após o exercício.


Bebidas Isotônicas e Hidrotônicas

Primeiramente, é preciso esclarecer a diferença entre os dois. Os isotônicos são especialmente indicados para esportistas, que precisam repor o que perderam durante a atividade física e também para aumentar o rendimento. O isotônico contém minerais e um pouco de carboidratos, já o hidrotônico é à base de água e não tem calorias.
"A hidratação é imprescindível. Água, água de coco, isotônicos e hidrotônicos são sempre bem-vindos. Quando o treino for intenso, o melhor é beber água antes e isotônicos durante a atividade. Se o treino for moderado, basta substituir o isotônico por hidrotônico, mas nunca deixar a hidratação de lado. Vale a pena ressaltar que nenhuma bebida deve substituir a água ao longo do dia." Explica a Nutricionista Juliana Couto.

Castanha-do-pará, nozes, farinha de linhaça e frutas desidratadas, como damasco, melhoram a parte circulatória e podem ajudar. Já o excesso de ácido lático é mais ligado à atividade física e não tem tanta relação com a alimentação, embora alimentos ricos em potássio, como água de coco e banana, podem ser indicados nesse caso. Mas a má atividade física tem muita influência - diz a nutricionista Cristiane Perroni.

Outra dica importante, é que alimentos desidratados são ótimas fontes de potássio, cálcio e magnésio (mineral que favorece a absorção do cálcio, assim como a vitamina D) por isso, oleaginosas (nozes e castanhas), gérmen de trigo, damasco, banana passas e as leguminosas (lentilha, ervilha, feijões, etc) devem compor o cardápio dos atletas. Os atletas que utilizam suplementos protéicos devem estar atentos a ocorrência de cãibras, pois o excesso de proteína estimula a eliminação do cálcio através da urina.


Além da banana e água de coco, alimentos como couve, brócolis, feijão, lentilha e soja também podem ser indicados para evitar o excesso de ácido lático.

Evitar o consumo de espinafre que contém quantidade significativa de ácido oxálico, que por sua vez, interage com o cálcio, formando um complexo denominado oxalato de cálcio. Ou seja, o ácido oxálico evita a absorção do cálcio e ainda favorece a formação das conhecidas "pedras nos rins" por precipitação do oxalato de cálcio. Orienta a Nutricionista Juliana Couto.

Tratamento
 
Já o tratamento seria colocar bolsa de água quente para melhorar o fluxo de sangue para os músculos, tomar água gelada por permitir maior absorção, ou seja, a água gelada é mais rapidamente absorvida em relação à água quente e, alongamentos, lentos e gradativos, nos músculos afetados, sem forçar muito (alongue até o limite de tensão do músculo, sem forçar).

Soluções rápidas para cãibras

Quando as cãibras aparecerem durante um exercício ou competição, tome as seguintes medidas:

1. Alongar. Como as cãibras são normalmente relacionadas à mudança na capacidade de peso, alongamento e exercícios sem peso são tratamentos efetivos;
2. Massageie a área. Esfregar o músculo afetado pode ajudar a aliviar a dor e também auxilia no estímulo à corrente sangüínea e ao movimento de líquidos na área;
3. Estimule a recuperação. Descanso e reidratação adequada com líquidos que contenham eletrólitos, particularmente sódio, irão rapidamente trazer melhora.

Além da questão da nutrição, cuidados durante a prática da atividade física também são fortes agentes na luta contra as cãibras, que estão associadas também a treinos inadequados. A maioria dos especialistas, por exemplo, dizem que é importante não parar abruptamente após o treino e seguir caminhando por um pequeno intervalo de tempo. Isso faz com que o ácido lático seja liberado e não cause as dores.

Ter um treinamento adequado, estar bem condicionado, hidratado e alimentado, além dos alongamentos, evitam as cãibras. Tanto é que, quem tem pouca flexibilidade, costuma ter mais cãibras do que uma pessoa bem alongada - conclui Manuel, que diz que as cãibras não atrapalham o planejamento de treinos e que o corredor não precisa ficar no estaleiro por conta do problema.

Colaboração: Nutricionista Juliana Couto
Foto: Stellium - blogue pessoal

Fonte:  
Viva com Saúde